Total de visualizações de página

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Fósseis de besouros que brilhavam



A professora Maria McNamara, da Universidade Yale (EUA), publicou seu estudo na Proceegings of the Royal Society, que fala sobre a mudança nas cores de insetos, quando estes são fossilizados. Por exemplo, se em vida o inseto era azul, após a morte se transforma em verde.
Maria McNamara explica à BBC: “Essas cores têm diversas funções visuais. Elas podem funcionar para comunicações, por exemplo, ou para regulação térmica. Assim, é importante conseguir reconstruí-las corretamente, para que possamos saber para que esses organismos usavam as cores.”
A interação da luz com camadas de materiais que compõem o esqueleto do besouro resulta nas cores deslumbrantes que eles possuem.
A equipe de pesquisadores de McNamara coletou vários esqueletos fósseis de besouros, datados de 15 a 47 milhões de anos, e descobriram que as cores preservadas mudavam o comprimento de onda, mudando, assim, sua cor original. Todos os besouros estudados pela equipe vieram de sedimentos similares. Se outros besouros, que vierem de outro sedimento, forem estudados, provavelmente o resultado será diferente.                      
McNamara afirma: “O que acontece é que o índice refratário (de luz) do esqueleto muda. Isso é uma medida de o quanto a luz se curva. E significa que a química  deve ter sido alterada, por que o índice refratário em um material depende da composição desse animal.”
A realização deste estudo irá possibilitar a descoberta da aparência dos animais de milhares de anos atrás.



BBC Brasil- Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.  http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2011/09/110929_besouro_fossil_pai.shtml

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Ciclo de projetos: Reconstrução e animação em 3D do Baurusuchus salgadoensis


Karol Duarte, membro do nosso blog, realizou um projeto de reconstrução e animação virtual 3D de um fóssil de Baurusuchus salgadoensis, que será exibido no XXII Congresso Brasileiro de Paleontologia.
O fóssil exemplar utilizado foi o UFRJ DG 288-R (*).
O procedimento da reconstrução foi realizado nas seguintes etapas:
- Tomografia computadorizada;
-Software Avizo 6.0, para cortes tomográficos;
-Software Autodesk 3D Studio Max, para reorganizar a posição de vida para a animação;
-Software Autodesk Maya, para animação de caminhada;

(*) 


Baurusuquídeos são crocodilomorfos de porte médio (2,70m, 100kg), com hábitos terrestres avançados, membros alongados e bem desenvolvidos, narinas externas em posição frontal, dentes hipertrofiados (quase dentes-de-sabre); são encontrados em paleoambientes aluvio-fluviais em climas semi-árido e árido. Eram hiperpredadores com adaptações e capacidade suficiente a serem competidores aos terópodos (dinossauros carnívoros) de sua idade.



Vídeo da animação em 3D:
video


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Asteroide inocentado pela morte dos dinossauros?



Há 65 milhões de anos, um asteroide atingiu a Terra, provocando a morte dos dinossauros e outros animais. O asteróide seria do tipo Baptistina, situado no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. A teoria é que ele se chocou com outro asteroide do cinturão, há cerca de 160 milhões de anos, despedaçando-se. Contudo, um deles atingiu a Terra, formando a península de Yucatã, no México.

Teria sido isso o que realmente aconteceu com os dinossauros e com outros animais do período cretáceo?

A equipe da NASA estudou 1.056 asteroides da família Bastistina e concluiu que quando houve a extinção do limite K-T, ocorreu há 80 milhões de anos. A principal cientista do projeto, Amy Mainzer (1), afirma que não houve tempo para que o asteroide provocasse a extinção dos dinossauros.



segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Fósseis de bactérias mais antigas da Terra



Cientistas da Universidade da Austrália Ocidental e da Universidade de Oxford do Reino Unido realizaram uma pesquisa, na região de Pilbara (1), onde foram encontrados fosseis de bactérias de mais de 3,4 bilhões de anos em bom estado de conservação entre grãos de areia numa rocha sedimentar; pesquisas avançadas comprovam que essas bactérias necessitavam de sulfureto para sobreviver no momento em que o oxigênio da Terra era pouco e sua temperatura era elevada.

(1)

David Wacey (2) acrescenta: “A hipótese de sobreviver à base de sulfureto era uma característica que se pensava existisse em um dos primeiros períodos da Terra, especificamente durante a transição de um mundo não-biológico para um biológico”.

(2)

Já Martin Brasier (3), da Universidade de Oxford diz que a descoberta dos fósseis confirma que há 3,4 bilhões de anos existiam “bactérias que viviam sem oxigênio” na Terra.

(3)

Ele explica que “Podemos estar muito certos da antiguidade (dos fósseis) porque as rochas se formaram entre duas sucessões vulcânicas que reduzem os cálculos sobre a idade para cerca de poucos milhões de anos”.
Brasier diz que essas bactérias são comumente encontradas em fontes de águas termais, lugares com pouco oxigênio.


Fonte:

sábado, 17 de setembro de 2011

Dinossauros + penas = grandes galinhas (?)


A revista Science(*) publicou essa semana a descoberta de pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, que encontraram penas de dinossauros preservados em âmbar, e estima-se que elas datam de setenta milhões de anos, do final do período cretáceo.


As pesquisas revelam que as penas encontradas são muito semelhantes a das aves atuais.



Já havia sido encontrada evidência de penas de dinossauro mais antiga, chamadas de proto-penas.
A descoberta indica que as penugens mais antigas, que datam de noventa milhões de anos, não possuíam muita variação, indicando que elas evoluíram, parecendo penas atuais.
                                                                               
Seriam os dinossauros, na realidade, grandes galinhas?





http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI265837-17770,00-CIENTISTAS+DESCOBREM+PENAS+DE+DINOSSAUROS+PRESERVADAS+EM+AMBAR.html

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Reabertura do Museu da Geodiversidade

( Vídeo "Repórter Brasil" sobre o Museu: http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/video/20213/) !!!!!!!

No dia quatorze de Setembro de dois mil e onze, o museu da geodiversidade reabriu suas portas para o público e contou com a presença do reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Carlos Antônio Levi (*).


                 (*)
 
                     



O museu conta a história da Terra, desde a sua formação, os primeiros seres vivos (as cianobactérias), a chegada dos animais a terra firme (os répteis), aparição dos mamíferos, até os dias atuais.


                            

                                                        Formação da Terra

                                          Estromatólito






                                           Répteis



                                           Mamíferos

                                             Atualmente

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ciclo de projetos: Dinos no Rio de Janeiro?

Joana Martins de Vasconcelos, parte da equipe deste blog, fez uma ilustração de como seria se alguns animais, que já estão extintos, habitassem a Terra novamente, e mais, estivessem ao nosso redor, no nosso “meio”.



Imaginem só como seria.
Uns seriam indiferente à situação, outros achariam potencialmente problemático.
Particularmente, acho que seria o máximo, super divertido, embora saibamos que eles não iriam conseguir sobreviver, pois, como o ambiente em que viveram era diferente (o clima, as plantas, a atmosfera...a Terra em si), não conseguiriam se adaptar às condições atuais do nosso planeta.
Não apenas os dinossauros, mas também meganeuras e centopéias gigantes, como ilustram as figuras abaixo, também da Joana M. de Vasconcelos.



Meganeura: Reino Animália, Filo Arthropoda, é um inseto extinto; período carbonífero (de 300 a 360 milhões de anos); assemelha-se a uma libélula.



Centopéia gigante: Reino Animália, Filo Arthropoda, Subfilo Myriapoda, Classe Chilopoda. Período carbonífero (de 300 a 360 milhões de anos); extinto; possuía cerca de dois metros. 

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Atenção! Reinauguração do Museu da Geodiversidade

O Museu abrirá as portas novamente no dia quatorze de Setembro de dois mil e onze, na Avenida Athos da Silveira Ramos, 274, Cidade Universitária - Ilha do Fundão.
Rio de Janeiro, RJ, Brasil – CEP: 21941-916.
Telefone: (21) 2598-9461
E-mail: mgeo@ufrj.br
Site: http://museu.igeo.ufrj.br


Contagem regressiva!!!!


 


domingo, 4 de setembro de 2011

Ciclo de projetos: Invasão de crocodilos na Indumentária

Esta semana começaremos com o ciclo de projetos dos membros do blog.
Hoje trago um dos projetos de Jhonatta de Oliveira Vicente, que é passar para os tecidos alguns dos nossos representantes de crocodilos do período Cretáceo, para criar blusas, bolsas, dentre outros.

  No sentido horário, começando do cor de laranja: Baurusuchus, Mariliasuchus, Montealtosuchus, Candidodon

O trabalho foi feito da seguinte maneira: primeiro foi feito um molde com modelo vazado dos desenhos, passando para o tecido destacando algumas regiões.